Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009

Vai começar uma novela

 

Bem vindos a todos que acessem este Blog que para mim particularmente é muito especial. É o meu segundo Blog depois do "Escriba" que está completando dois anos no dia de Agosto. Aquele Blog tem como Objetivo não só de ser uma página particular de divulgação de notícias do Bairro Amapá e inserir minhas idéia e tudo aquilo que pode interessar, mas também um canal de divulgação de cultura curiosidade e o mais aquilo que pode ser interessante para compartilhar com os meus leitores e os que me acompanham na Web.

Agora venho fazer o lançamento deste Blog e especialmente esta coluna "BASTIDORES" que é uma das âncoras principais deste Blog que para mim é inédito. "A Arte Imita a Vida" é um blog muito especial onde pela primeira vez venho dispor desta poderosa ferramenta de comunicação em massa que é a Internet e através deste Blog para publicar as minhas novelas. É um blog muito especial e que esta sendo cuidadosamente preparado para mim e para os meus leitores e por todos os amigos que visitarem estas páginas.

 

Desde aos nove anos de idade, sempre gostei de escrever roteiros e me lembro desde a primeira vez quando escrevi o meu primeiro roteiro que eu passei a considerar minha primeira novela e de lá em diante me dediquei a escrever intensamente e alimentar o sonho de ser um novelista público.

 

Influenciado evidentemente pela televisão e criado numa família que se reunia nas salas para assistir as tramas das tradicionais "novelas das oito", cresci influenciado por esta arte e parava junto com o País para desvendar os mistérios e os segredos das novelas da inesquecíveis novelas da saudosa Janete Clair. E desde que Janete morreu, a sua para mim considerada sucessora Glória Perez, tem sido o meu alvo de admiração juntamente com Agnaldo Silva, Silvio de Abreu e outros. Na literatura, o que marcou muito foram os romances de Aluízio Azevedo, autor de "O Cortiço" e "Casa de Pensão" e li todos os seus romances.

Na literatura estrangeira, desde que eu li o primeiro livro de mistérios e suspenses de Ágata Christie e seu famoso detetive Hércules Poirot não parei mais. Me tornei um leitor inveterado e isso alimentou a minha admiração pela literatura e quando não podia comprar os livros de minha preferência como os de Frederick Forssait e Taylor Caldwell, corria para a Biblioteca Pública Nacional ou para o Gabinete Português de Leitura para ler os capítulos de seus livros.

 

Me lembro que quando comecei a escrever quando faltava papel ofício e não tinha dinheiro para comprar caderno, escrevia os rascunhos das novelas nos papéis de embalagens de cigarros de meu pai ou em pedaços de papel de embrulhos de compras que minha família comprava no armazém ou no papel de embrulhar pão, mas continuei escrevendo e sonhando com a grande chance de um dia ser um grande escritor, especialmente de novelas.
Com o passar dos anos, com o hábito de escrever, fui desenvolvendo meu talento e escrevendo rascunhos em folhas de cadernos em série, acabei prendendo a atenção de uma reduzida gama de leitores que pediam os cadernos para acompanhar os Capítulos de minhas novelas e com isso conseguí alguns fiéis leitores. Foram muitas novelas e logo depois no início dos anos oitenta comecei a escrever peças de teatro e especialmente para igreja e foram muitos e muitos textos e que hoje a maioria estão perdidos ou estragados devido os manuscritos rolarem de mão em mãos.

 

Agora são dois anos de inclusão Digital e depois que eu descobri a Internet e as maravilhas que o Computador pode fazer,comecei a investir nessa poderosa ferramenta de comunicação e não parei mais. E agora tomo essa Ferramenta para o lançamento deste mais um grande empreendimento pessoal e todas as minhas novelas serão lançadas neste Blog que não só é meu mas também convido a outros também sonhadores e ousados a dividir essas páginas comigo para publicar seus trabalhos, pois gosto de ler trabalhos de outros amadores e participar de suas emoções.

 

Já faz alguns anos que eu não escrevo novelas, e sempre alimentando a esperança de retornar a uma das atividades que é muito importante na minha vida. Depois da Leitura da Bíblia, que é o alimento para a minha alma por ser a Palavra de Deus, segundo a minha fé, escrever novelas para mim não só é uma terapia mas também é a própria razão da minha arte. E agora estou de volta para escrever não só para escrever novas novelas, mas maduro, mais experiente, com muito mais bagagem cultural e lingüística mas com muito mais vontade de vencer. Quero estrear este Blog com o lançamento da adaptação de uma das maiores e populares óperas de autoria de George Bizet e que não me canso de assistir e admirar seu enredo, mas também quero fazer várias releituras de outras novelas que eu escrevi no passado e que foi sucesso entre amigos.

 

O lançamento de "Carmem", adaptado da ópera de Bizet e do romance homônimo de Prósper Mérrimée, um autor francês, será primeira de uma série de novelas que eu pretendo lançar neste Blog até o ano de 2014 onde serão lançadas dez novelas de minha autoria. Sem falar que neste Blog estarei abrindo espaço para outros leitores anônimos até que queiram participar da confecção dessas páginas enviando seus trabalhos para a admiração dos leitores.

 

Por hora este é um resumo de Abertura deste Blog, que é mais um canal de Comunicação pessoal e que promete ser um elo de relacionamento e de compartilhamento de muitas surpresas e palco virtual de entretenimento para todos. Quanto a novela Carmem ela será estreada em folhetim Croquis resumidos de seus Capítulos duas ou três vezes por semana no Blog "Escriba" e lançado na íntegra neste Blog a partir do dia 20 de Julho deste mesmo ano e em que comemoro os dois de inclusão digital e em que pela primeira vez sentei na mesa com um PC para navegar na Web e descobrir as maravilhas e os recursos desta poderosa ferramenta de Comunicação.

 

Abraço a todos.

Contato: paulo.roberto.43@gmail.com
Ou bata papo comigo: betopaulorobertoescriba@hotmail.com

publicado por pauloescriba às 01:55
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Sexta-feira, 7 de Agosto de 2009

Já começou a novela



Enfim, um sonho pessoal de muito tempo já começa a ser realizado. O de retornar a escrever novelas. E eu pessoalmente acho que não poderia ter feito escolha melhor do que voltar a essa atividade com uma verdadeira “carta na manga”, que é de investir na adaptação de uma grande Obra Operística que é a Obra de George Bizet, baseado ainda no romance homônimo de Prósper Mérrimée, apoteótica ópera “Carmen”.

Já há muito tempo, desde que eu comecei a cultivar o gosto de música operística que eu não só queria voltar a escrever novelas que é, sempre foi a minha atividade na adolescência, mas também de fazer uma adaptação de uma dessas obras em novelas. Queria fazer uma releitura de uma das obras de Verdi, Wagner e até mesmo dos melhores autores das mais famosas óperas em transformá-las em novela de minha própria adaptação e poder assim levar o meu público simples e fiel criar a curiosidade de descobrir essa vertente artística. E finalmente consegui desenvolver um enredo atualizado da Obra de Bizet e que eu tenho a certeza vai me dar muito “pano prá manga”, assim dizendo, pois é muito responsabilidade ter que desenvolver e reinterpretar a Obra desse grande gênio do mundo operístico.


Já é um compromisso pessoal nesses próximos meses de 2009, desenvolver essas cercas de quarenta e cinco capítulos pessoalmente programado da novela e que pela primeira vez lanço na web através de meu Blog de novelas “A Arte Imita a vida” que tem a meta de ser não só uma página minha de romances e novelas mas também de contribuição de outros artistas amadores que quiserem aderir a esse sonho.

Estou satisfeito com a estréia do primeiro capítulo de lançamento da trama que na verdade demorou a ser desenvolvido, mas foi a ponta de lança para o desenrolar de uma grande trama e que promete não só me mobilizar em torno desse trabalho, mas também prender a atenção dos fieis a mais aficionados leitores e aqueles que gostam de romance folhetim que é o estilo dessa novela no Blog.


Será em média de dois a três capítulos por semana que será lançada no Blog e com chamada no Blog “Escriba” que é o meu Blog principal e que foi o “showroom” por assim dizer do começo deste grande trabalho. E em média a cada fim de dois capítulos será lançada no link bastidores um bate papo com os leitores de como está sendo escrito a novela e como tudo o que está acontecendo e minhas atividades pessoais em torno desse grande trama que afinal é marco da reinauguração dessa grande atividade pessoal que é o hábito de escrever novelas.

Estarei postando os bastidores pessoais deste grande trabalho e de como ele está sendo desenvolvido e trabalhado e todos os segredos do desenrolar desta grande trama. Será falado aqui e no outro Blog como está sendo feito este trabalho e tudo o que pode acontecer na novela até pelo menos esses próximos seis meses em que a novela possivelmente será escrita.

Espero que gostem deste trabalho e aqueles que estão acompanhando o meu agradecimento e este trabalho é um marco de meus dois anos de inclusão digital.

Abraço a todos!


aulo Escriba


publicado por pauloescriba às 15:17
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Terça-feira, 2 de Junho de 2009

Vai começar uma Novela

Já algum tempo venho anunciando pelas minhas páginas desde o msn particular e a página pessoal do Orkut a Chamada para "Carmem" que talvez custaram a entender até agora mas acho que chegou o momento de explicar visto que falta menos de um mês antecipado como previra antes para o começo dessa nova atividade que aliás não é tão nova para mim assim, pois escrever novelas para mim já é uma atividade muito antiga para mim, mas que não tinha tornado público, já que não conhecia os recursos e as ferramentas desse poderoso instrumento de comunicação que é a Internet.

Antes de mais nada quero dizer que no dia 20 de Julho faz dois anos de Inclusão Digital, e desde lá a minha vida e minhas atividades se tornaram revolucionaram e este Blog tem sído o marco desta transformação. E não para por aí. Apesar de feito alguns cursos básicos na área de Informática, agora estou investindo em conhecimento em Webdesing desde o Crel, Photoshop, Home Page e até arte gráfica nesta área.

E para comemorar os dois anos desta conquista, quero anunciar o lançamento do meu segundo e mais importante Blog "A arte Imita a Vida", cujo o link está no próprio título desta chamada e que será literalmente opalco de uma das mais importante atividades pesoais. É nee que eu estarei escrevendo Capítulos semanais de minha nova novela, reiniciando uma das atividades que eu fazia em outros tempos mas que estava desativado. E com os recuros que estas páginas da Web me proporciona quero enfim publicar estes trabalhos que para mimé o meu prazer. Como dizia antigamente num jargão pessoal, "escrever novelas para mim é a minha cachaça" e nesse trabalho que euvou investir e que póde ser conferido naquele Blog.

Mas eu quero falar aqui de antemão sobre o que será a minha atividade que por hora euanuncio aqui. Vou recomeçar a escrever novela epara estreiar, quero trazer à público a adaptação do enrêdo de uma das maiores óperas populares dos palcos líricos e que foi adaptado do livro homônimo do autor francês do século passado, Prósper Mérrimée e que foi transformada em ópera por george Bizet que é o autor também de "O Caçador de Esmeraldas".
Sendo a primeira de uma série de dez novelas programadas para lançar neste Blog até 2014, "Carmem" será uma novela romance folhetim que será postada em capítulos semanais neste Blog em croquis resumidos a partir deste Blog "Escriba" e que srá lído na ìntegra n' Arte Imita a Vida" e que já tem sua estreia a partie de agora neste dia 02 de Junho. Vá lá e confira.
Por enquanto estarei falando dos bastidores da novela e minhas atividades em torno dela como também a entrada de texto de outros autores que compartilharão comigo as suas história e que serão deleites para os amantes da Literatura. É uma maneira de dar a voz e a vez para aqueles que sempre sonharam em ver seus trabalhos publicados e expostos para amigos e leitores da web em geral e para isso lanço o Layout daquela página.

Dia 20 de julho próximo será postado o primeiro Capítulo de Carmem que da minha parte promete ser uma releitura da ópera de Bizet com tons vibrantes de suspenses, amores, paixões, encontro e desencontros e que prenderão a atenção dos leitore. Serão em média de dois a três capítulos semanais num total de cinquenta capítulos presumíveis.

Em outras postagens estarei falando um pouco mais do enrêdo adaptado por mim de "Carmem" e de minhas atividades em torno desse trabalho e que póde ser acompanhado na íntegra no Blog anunciado aqui. Por hora posso dizer que neste mês de junho minhas atividades em torno da novela já se tornou mais intenso e os primeiros Capítulos e a sinopse da trama já sendo exaustivamente escrito em meu gabinete particular em minha casa em meu PC e que trago no Pen Drive para formatar nestas páginas. Se bem que no dia 20 de junho em Capítulos especiais alternados estarei escrevendo on-line na Rêde e convidando os leitores para conferir o desenrolar dos trabalhos ao vivo e na íntegra interagindo comigo no desenrolar da trama.


Nesta adaptação pessoal, "Carmem" é uma releitura moderna da jovem que gosta de viver sua vida livre e impetuosa e que não se prende ao amor egosta de viver as paixões intensamente,enquanto é alvo de grandes amores como o do cabo José, que é um militar exemplar, de família tradicional evangélica noivo de Micaela que o ama intensamente, mas que sua vida perde rumo ao se aproximar de Carmem. Para completar esse triângulo amoroso, um jogador de futebol Tony Camilo, uma versão moderna do toureador Scamillo da ópera, jogador de um time famoso na Europa, resolve negorciar seu passe com o grande empresário Mário Sebástian ( o Lilian Pátian da ópera) afim de vir para o Brasil para salvar um grande time de futebol de cair no desgosto do povo e de ir para a segunda divisão do futebol brasileiro. Sua vinda para o futebol brasileiro causa o maior frisson nacional, e sua luta nos gramados brasileiros é trazer a alegria para os torcedores do Futebol Clube Nacionalque já não faz mais o Maracanã vibrar mais nas tardes de domingo. Ele quer conquistar o prestíogio quase perdido para o seu velho clube decoração onde sempre sonhou jogar.


Mas o seu maior objetivo de conquista é sem dúvida o coração de Carmem, que por um momento é atraída pelos encantos de José.
E aí ? como será o desenrolar desta envolvente trama?


Aguardem !


contatos para co-autores: msn:
betopaulorobertoescriba@hotmail.com
Abraço a todos







publicado por pauloescriba às 18:08
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Sábado, 23 de Maio de 2009

História do bairro Amapá -Parte IV



Antigamente, não sabíamos exatamente onde estávamos e onde Amapá estava inserido. Se Caxias, ou Nova Iguaçu, que era ainda um grande Município antes da onda fracionada das emancipações do Município que separou Japerí, Queimados, Mesquita e Belford-Roxo de suas comarcas depois da Constituição de 1988. Sabemos hoje que o bairro faz parte do remoto 4º Distrito de Duque de Caxias, que é Xerém.

Mas os caminhos de Xerém era muito remoto antes do asfaltamento da Estrada Rio do Ouro. Mas ainda estávamos divididos entre os dois municípios, pois estamos bem à beira do Rio Iguaçú, bem na divisa do histórico município que antes era o grande produtor de laranjas.


Nas cartas e correspondências postais, na época que antes não existia e que hoje que chamamos de era dos "e-mail's", ainda remetíamos como Amapá-Nova Iguaçú e por vêzes Duque de Caxias. Estávamos mais perto das terras de Nova Iguaçú do que Duque de Caxias e a saída mais próxima como é até hoje é para Duque de Caxias, atravessando Lote XV,que é Distrito de Belford-Roxo, antes Distrito também de Nova Iguaçú. Afinal moramos em Duque de Caxias, embora "espremidos" por terras belforoxense, por estar próximo ao rio Iguaçú em suas divisas.

] Ao atravessar a ponte estaremos no Vale do Ipê, logo passando por Parque Amorim e alcançando Lote XV. Seguindo de condução direto pela lendária Presidente Kennedy, atravessar o Rio- Petrópolis do passado atravessando o Parque Muisa e Fluminense já em terras de Duque de Caxias.Era muito difícil sair do Amapá e chegar em terras de Xerém devido a precariedade e o abandono da velha Estrada Rio do Ouro, que ficou por muito anos esquecidas depois da desativação da Estrada de ferro Rio do Ouro e sua separação do Amapá era gritante. Se passava por lugares muitos remotos, como Capivari, Lamarão e levava-se muito tempo para alcançar Mantiqueira. Caminho difícil, de muita poeira, buracos e lamas e perigos também, pois era estrada de desova de cadáveres e trechos de depredação de carros. Dava mêdo mesmo, embora a paisagem seja muito bonita com a visão que se tem da Mata Atlântica e as serras ao fundo com visão privilegiada do pico do Macuco em Tinguá e o Pico do Congonhas em Xerém.Na década de 80, vindo para o Amapá no velho ônibus que naquela época era servida pela Viação Imperador, e o bairro era servido pelas frotas mais velhas e caindo os pedaços da linha, passava pelo Lote XV, que era a última região comercial e populosa da região e logo entrava na empoeirada e quase deserta Estrada Manoel de Sá onde se alcançava Parque Amorim e Vale do Ypê que era um vilarejo cercado de terreno baldios de velha propriedade das fazendas da família Strenbusch, cujo o Loteamento ao longo da década formou nome das ruas de ao que parece de remanescentes desse clã familiar.


Ainda falando sobre os transportes antigos do Bairro Amapá, além da linha de ônibus que trafegava de Caxias para a localidade e que era desprezada por todos pelo fato das carrocerias das frotas da velha Viação Imperador que servia a essa região estar sempre empoeiradas e suas latarias sujas de barro e lama em tempos de chuva, os horários de Caxias para cá era bastante alternados, o que sacrificava muito para quem queria ir para Caxias e quem queria vir de lá para cá em tempos de construção de habitações no loteamento.


Do descampado do loteamento dava para se ver o ônibus lá no horizonte cruzando a linha do trem e atravessando a ponte do Rio Iguaçú, e quando ele aparecia era motivo de anuncio no bairro: " O ônibus tá subindo". Ou seja, estava indo para o ponto final onde meia ou quase uma hora depois ele ia para Caxias de volta. Nesse meio tempo, quem tinha compromisso em Caxias ou ia até ao Lote XV para comprar alguma coisa como ir ao supermercado, logo com a chegada ao ônibus ao ponto final, logo se arrumavam penteavam o cabelo, e se ajeitavam as pressas para "descer" como dizia, e a oportunidade para pegar o ônibus a qualquer hora praticamente não existia. Tinha que marcar as horas alternadas em que ele chegava no Amapá.E o pior que ainda naquela época no início dos anos 80, o ultimo carro assim dizendo vindo de Caxias para cá era até as nove horas da noite. E quem o perdesse corria o risco de dormir na rua, ou soltar na linha da mesma Viação no Vale do Ipê e ir à pé até ao Amapá altas horas da noite correndo o risco de passar pelo trecho da linha do trem e a ponte do Amapá que era um vazadouro de gente morta traga pelos assassinos da época que aterrorizava a baixada bem como esta também. Houve até uma época em que um determinado grupo de extermínio fez um "Listão" de elementos marcados para morrer e se dizia à bocas grandes e pequenas que o cerol ia começar a passar desde a Vieira Souto na Zona Sul até a estrada do Amapá. Era o terror da época e os bandidos de plantão morria de mêdo. Houve muitos elementos em fuga no Amapá, vindo de favelas e comunidades da cidade e que se infiltravam no bairro nas novas casas do loteamento, motivo que essa comunidade do Amapá foi muito discriminada no começo daquela década.


Mas isso é assunto para outra série em que falaremos sobre alguns personagens do bairro entre os vivos e mortos também.Mas a única linha de ônibus com seus horários restritos, o que dificultava a vida dos moradores local, já que o trem fora desativado vinte anos antes pelo menos era melhor do que em épocas passadas em que a Estrada do Amapá não passava de uma trilha na capoeira da mata que dava aceso para o rio Iguaçú, e quem quisesse ir atravessar para o Vale do Ipê para alcançar o Lote XV depois à pé ou de carona no cargueiro, para quem preferia se arriscar tinha que atravessar de canoa para o outro lado onde existia um pequeno porto improvisado à beira do rio em que um barqueiro cobrava uma pequena quantidade para as pessoas atravessarem o rio ou seguir direto para o Lote XV na canoa mesmo.Quando começou o Loteamento Novo , o que será tema capítulos de séries a seguir , o Amapá começou a sofrer uma mudança sociológica e criou-se um antagonismo entre a população nova que começou a habitar o local e o povo mais antigo.E sobre isso, iiih!!, temos muito o que contar nos próximos capítulos.


Paulo Escriba
publicado por pauloescriba às 12:54
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Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

...



Breve " Carmem" - Em Agosto neste Bolg



Aguardem"""

publicado por pauloescriba às 13:40
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Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

HISTÓRIA DOBAIRRO AMAPÁ

Amapá e Adjacências... no Bonde da História

Antigamente, não sabíamos exatamente onde estávamos e onde Amapá estava inserido. Se Caxias, ou Nova Iguaçú, que era ainda um grande Município antes da onda faccionada das emancipações do Munícípio que separou Japerí, Queimados, Mesquita e Belford-Roxo de suas comarcas depois da Constituição de 1988. Sabemos hoje que o bairro faz parte do remoto 4º Distrito de Duque de Caxias, que é Xerém. Mas os caminhos de Xerém era muito remoto antes do asfaltamento da Estrada Rio do Ouro. Mas ainda estávamos divididos entre os dois municípios, pos estamos bem à beira do Rio Iguaçú, bem na divisa do histórico município que antes era o grande produtor de laranjas.
Nas cartas e correspondências postais, na época que antes não existia e que hoje que chamamos de era dos "e-mail's", ainda remetíamos como Amapá-Nova Iguaçú e por vêzes Duque de Caxias. Estávamos mais perto das terras de Nova Iguaçú do que Duque de Caxias e a saída mais próxima como é até hoje é para Duque de Caxias, atravessando Lote XV,que é Distrito de Belford-Roxo, antes Distrito também de Nova Iguaçú. Afinal moramos em Duque de Caxias, embora "espremidos" por terras belforoxense, por estar próximo ao rio Iguaçú em suas divisas. Ao atravessar a ponte estaremos no Vale do Ipê, logo passando por Parque Amorim e alcançando Lote XV. Seguindo de condução direto pela lendária Presidente Kennedy, antravessar o Rio- Petrópolis do passado atravessando o Parque Muisa e Fluminense já em terras de Duque de Caxias.
Era muito difícil sair do Amapá e chegar em terras de Xerém devido a precariedade e o abandono da velha Estrada Rio do Ouro, que ficou por muito anos esquecidas depois da desativação da Estrada de ferro Rio do Ouro e sua separação doAmapá era gritante. Se passava por lugares muitos remotos, como Capivarí, Lamarão e levava-se muito tempo para alcançar Mantiquira. Caminho difícil, de muita poeira, buracos e lamas e perigos também, pois era estrada de desova de cadáveres e trechos de depredação de carros. Dava mêdo mesmo, embora a apisagem seje muito bonita com a visão que se tem da Mata Atlântica e as serras ao fundo com visão previlegiada do pico do Macuco em Tinguá e o Pico do Congonhas em Xerém.
Na década de 80, vindo para o Amapá no velho ônibus que naquela época era servida pela Viação Imperador, e o bairro era servido pelas frotas mais velhas e caindo os pedaços da linha, passava pelo Lote XV, que era a última região comercial e populosa da região e logo entrava na empoeirada e quase deserta Estrada Manoel de Sá onde se alcançava Parque Amorim e Vale do Ypê que era um vilarejo cercado de terreno baldios de velha propriedade das fazendas da família Strenbusch, cujo o Loteamento ao longo da década formounome das ruas de ao que parece de remanescentes desse clã familiar.
Ainda falando sobre os transportes antigos do Bairro Amapá, além da linha de ônibus que trafegava de Caxias para a localidade e que era desprezada por todos pelofato das carrocerias das frotas da velha Viação Imperador que servia a essa região estar sempre empoeiradas e suas latarias sujas de barro e lama em tempos de chuva, os horários de Caxias para cá era bastante alternados, o que sacrificava muito para quem querías ir para Caxias e quem quería vir de lá para cá em tempos de construção de habitações no loteamento. Do descampado do loteamento dava para se ver o ônibus lá no horizonte cruzando a linha do trem e atravessando a ponte do Rio Iguaçú, e quando ele aparecia era motivo de anuncio no bairro: " O ônibus tá subindo". Ou seja, estava indo para o ponto final onde meia ou quase uma hora depois ele ía para Caxias de volta. Nesse meio tempo, quem tinha compromisso em caxias ou ía até ao Lote XV para comprar alguma coisa como ir ao supermercado, l.ogo com a chegada ao ônibus ao ponto final, logo se arrumavam penteavam o cabelo, e se ajeitavam as pressas para "descer" como dizia, e a oportunidade para pegar o ônibus a qualquer hora praticamente não existia. Tinha que marcar as horas alternadas em que ele chegava no Amapá.
E o pior que ainda naquela época no início dos anos 80, o ultimo carro assim dizendo vindo de caxias para cá era até as nove horas da noite. E quem o perdesse corria o risco de dormir na rua, ou soltar na linha da mesma Viação no Vale do Ipê e ir à pé até ao Amapá altas horas da noite correndo o risco de passar pelo trecho dalinha do trem e a ponte do Amapá que era um vasadouro de gente morta traga pelos assassinos da época que aterrorizava a baixada bem como esta também. Houve até uma época em que um determinado grupo de extermínio fêz um "Listão" de elementos marcados para morrer e se dizia à bocas grandes e pequenas que o cerol ía começar a passar desde a Vieira Souto na Zona Sul até a estrada do Amapá. Era o terror da época e os bandidos de plantão morria de mêdo. Houve muitos elementos em fuga no Amapá, vindo de favelas e comunidades da cidade e que se infiltravam no bairro nas novas casas do loteamento, motivo que essa comunidade do Amapá foi muito discriminada no começo daquela década. Mas isso é assunto para outra série em que falaremos sobre alguns personagens do bairro entre os vivos e mortos também.
Mas a única linha de ônibus com seus horários restritos, o que dificultava a vida dos moradores local, já que o trem fora desativado vinte anos antes, pelo menos era melhor do que em épocas passadas em que a Estrada do Amapá não passava de uma trilha na capoeira da mata que dava aceso para o rio Iguaçú, e quem quizesse ir atravessar para o Vale do Ipê para alcançar o lote XV depois à pé ou de carona no cargueiro, para quem prefería se arriscar tinha que atravessar de canoapara o outro lado onde existia um pequeno porto improvisado à beira do rio em que um barqueiro cobrava uma pequena quantidade para as pesoas atravessarem o rio ou seguir direto para o Lote XV na canoa mesmo.
Quando começou o Loteameneto Novo , o que será tema capítulos de séries a seguir , o Amapá começou a sofrer uma mudança sociológica e criou-se um antagonismo entre a população nova que começou a habitar o local e o povo mais antigo.
E sobre isso, iiih!!, temos muito o que contar nos próximos capítulos.

Paulo Escriba

publicado por pauloescriba às 08:11
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Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

A minha versão sobre a História do Amapá

Estou fazendo um parêntesis nesta série que eu estou fazendo sobre a História do Bairro Amapá e que eu tanto sonhei em fazer e principalmente lançar em série neste blog, para falar um pouco sobre este trabalho que para mim é muito importante e de grande expressão para mim. Serão uma de vinte capítulos e a última série será lançada na semana em que eu completo dois anos de minha inclusão digital e justamente no dia em que eu entrei na Lan do Marcelo e Cacau (que aliás fui funcionário deles por algum tempo) para entrar pela primeira vez na Internet.
Muita gente deve estar se perguntando sobre a veracidade dos fatos citados ao longo da série sobre a História do Amapá e sobre a minha particular versão.Em nota quero dizer que este trabalho é um resultado de alguns anos de curiosidades e pesquisas e que só agora me aventurei em pulblica-las e até agora estou atrás de fontes e pesquisas e que aos poucos vão sendo desvendadas ao longo do lançamento da série e que promete curiosidades cada vez maiores e surpreendentes.
Como morador há quase trinta anos no Bairro Amapá, curioso e autodidata como eu sou, não podería me eximir à responsabilidade de levar ao meu púplico e a todos aqueles que adimiram o meu trabalho uma história verdadeira e com um tão grande trabalho de apuração e até hesitação em alguns momentos de citar trechos sem ter a certeza de sua veracidade. Quero dizer que estou gostando muito do trabalho que eu estou fazendo e ainda continuo trabalhando nas investigações para levar o mais apurados dos trabalhos de investigação sobre a História do Amapá, colhendo e lembrando de faos, conversando com os veteranos do local, colhendo material fotográficos e em resumo fazendo um trabalho de intensa investigação, que para mim não é só um ensaio jornalistico, bem como é um trabalho das de mais importancia desde o lançamento deste Blog que veio a ser justamente o Porta Voz do Bairro Amapá.

Um Abraço a Todos


Paulo Escriba
publicado por pauloescriba às 07:49
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Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

História do Amapá- Parte III

"Quem bebe a água do Amapá, nunca mais sai desse lugar"
(...dito popular local, no Amapá)

Esse foi um dos motivos principais da política de Urbanização da Côrte do Rio de Janeiro no século XIX de Pedro II que queria fornecer para a cidade água potável, limpa e de boa qualidade. Não que ela viesse propriamente do Amapá, mas o caminho das águas para a Corte propriamente dito passava e ainda passa pelo Bairro como podemos ver o testemunho vivo dos canos centenários que vemos ao longo da Estrada Rio do Ouro e que segue pela Rua Guaporé, uma das principais e antigas ruas do bairro.
O motivo da Linha férrea que atravessa o bairro e que segue o longo desta famosa via e que hoje se tornou uma pequena rodovia estadual, a RJ-085, a lendária Estrada de Ferro Rio do Ouro, financiada por cofre ingleses, era trazer a infraestrutura para a instalação daqueles canos que vinha das fontes das águas de Xerém seguindo caminho de Mantiquira. Antigamente o pequeno lugarejo que conhecemos hoje como Xerém, eram as terras de um magnata inglês de nome George Chorem, daí a nomenclatura "Xerém" que deu nome ao bairro. E Xerém até hoje é um dos lugares privilegiados da Baixada Fluminense por estar próximo as serras e ao pouco que existe ainda da Mata Atlântica e que póde ser vista por boa parte da região da Baixada e do Amapá também que fica somente a menos de 20 km do local.
Às águas de suas cachoeiras e fontes ainda é fonte de recursos e captação da Compania das águas do Estado do Rio de Janeiro que faz trazer através de suas canalização as águas para a região Metropolitana do Grande Rio. Mas antigamente o caminho das águas seguia o caminho do trem Maria Fumaça e que é uma história muito curiosa na localidade. O trem saía de Xerém, passando pelo Mantiquira, atravessando a região do Lamarão e que ainda é remota e fazia sua parada no Km 43 onde hoje identificamos que é hoje o bairro Amapá. Em seguida, atravessando o Rio Iguaçu, há uma ruína antiga de abastecimento de água e outrora suprimento do trem e que ainda póde ser vista na localidade. Seguindo o curso da antiga linha, o trem fazia ainda sua parada na estação Babi já na região de Belford-Roxo e que hoje tem seu nome mudado para Recantus e fazia seu ponto final em Belford-Roxo onde se dividia o sub-ramal, Jaceruba e José Bulhões (hoje Vila de Cava). Ainda existe remanescentes da população local no Amapá que ainda alcançaram os tempos do trem pelo menos nos anos 40 para cá e que serão alvos de entrevistas e testemunhos para as próximas matérias dessa história.
Às águas trazidas pelo encanamento da adutora de Xerém e que passa pelo bairro, acredito eu, foi um dos motivos do sucesso da especulação imobiliária do Amapá que começou a se processar da metade da década de sessenta para cá, pois ao longo desse encanamento havia e ainda há muita ligações clandestinas da água que abastece boa parte da população do bairro. E mesmo depois da instalação oficial por parte do Governo Anthony Garotinho na primeira metade desse ano 2000, com a instalação da linha telefone, o asfaltamento da estrada principal do bairro que é a estrada do Amapá, a população ainda continua desfrutando desse abastecimento perene.
Mesmo assim quando das escavações dos buracos das sapatas de fundação de nossas casas no bairro no início da década de 80, logo sem aprofundar muito as escavações, o povo era surpreendidos com a quantidade de água no solo. O terreno local é bastante arenoso e úmido, o que explica a abundancia de água na localidade. Além disso, geograficamente estamos cercados pelo Rio Iguaçu e Capivari que desemboca no velho Iguaçu ao Sul do bairro. Os areais que por hora faz exploração no local deixam os buracos escavados das extrações de areia abundantes de água, o que torna atração e motivo de tragédia para muitos que procuram o local para lazer e banho diariamente.
E agora mesmo, com as escavações das primeiras sapatas do viaduto do trecho Arco Rodoviário que vai passar por cima da RJ-085, na Estrada Rio do Ouro, as primeiras pilastras que estão sendo escavadas , como eu mesmo testemunho, por trabalhar no Canteiro de Obras como vigia noturno, são de profundidade muito grande por causa do terreno arenoso e de grande abundancia de água.
O repórter do jornal carioca do século XIX, em sua crônica de sua viagem pelo trem do ramal Mantiqueira, publicado no Correio da Manhã descreve sua passagem pelo bairro, o que eu considero a primeira referência Impressa de nosso bairro que ao atravessar a ponte de ferro da linha férrea do rio Iguaçu, logo a seguir antes de aportar na estação 43, ele vê uma região pantanosa, cheia de várzeas e igarapés e que ainda podia se ver jacarés flutuando pela várzea na bacia local do rio Iguaçu. Mas também a região era foco de malária e febre amarela, o que era motivo de preocupação do Governo da época, pelo menos no que diz respeito à população da Corte.
Já nessa época, a nossa região, como as outras regiões da Baixada Fluminense já estava bastante abandonada, e seus rios já bastante assoreados; já passada à época da Colonização e do Ciclo da Cana de Açúcar. Suplantado pelo Ciclo do Ouro, a economia Imperial na época dera lugar à urbanização das cidades que procurava copiar à moda de vida à francesa e a inglesa, que eram os grandes credores e financiadores da nova moda de vida da população nacional. Nessa fase, na segunda metade do século XIX, o Brasil já começava a acompanhar a influencia da Revolução Industrial européia e procurava se urbanizar.
Barão de Mauá já lançava os primeiros paquetes e embarcações à vapor que já se tornara o coqueluche do transporte marítimo e a primeira ferrovia já havia sido inaugurada, tendo a primeira linha sido instalada de Mauá (Pacoaíba- em Magé) à Petrópolis.
Daí prá lá começou a expansão ferroviária com a extensão da Linha Férrea central do Brasil e que um de seus ramais levava à Belford-Roxo, onde havia a sub-divisão do Ramal Mantiquira onde passa pela nossa região. Já não era visto com bons olhos mais, devido a influência inglesa, a realidade brasileira no que tangia a escravidão e a política internacional fez com que Isabel, filha de Pedro II, na ausência de seu pai, forçada pelos magnatas ingleses e brasileiros fantoches e lacaios assinasse a Lei Áurea dando aos escravos a tão sonhada Libertação, pelo menos no papel, pois isso já vinha se arrastando por todos aqueles anos daquele século, por diversas Leis havia sido promulgada no intuito da libertação gradual dos negros: Lei do Ventre Livre, em que filhos de escravos já não podiam ser mais cativos, Lei Sexagenária, em que os mais de sessenta anos já conquistavam a alforria e finalmente a Abolição de 1888, o que não nos soa bem explicado como a Abolição da Escravatura. A História oficial nos omite, mas só Deus sabe o processo dessa política que só visava contingente para o Mercado Consumidor da época.
Foi sob esse Regime, e essa mudança urbana, que Pedro II fêz vir sob os trilhos do ramal Mantiquira, os cargueiros com os primeiros canos de água que sugaria ás águas da adutora de Mantiquira. E nesse rastro a população cresceu ao longo dessa via férrea e tantas outras e que viria formar a história da população, urbanização e crescimento de nossos bairros, inclusive o nosso Bairro Amapá.
Nos anos sessenta e metade da década de 80, duas grandes enchentes inundaram o Bairro. Fomos traídos pela chuvas e a abundancia de águas do Iguaçu e de seus diques em volta do grande afluente, e nessa época já estávamos morando na localidade. Mas isso é assunto para as próximas edições dessa história e também da fragmentação das fazendas e sítios da região em pequenos lotes o que deu início aos Loteamentos do bairro. A Reforma Agrária entre os anos 50 e 60 e que fez repartir as velhas terras da fazenda Colonial São Bento na Era Colonial logo deu lugar à uma expansão urbana quase que desordenada e que cresce a cada dia.
A construção do trecho do Arco Rodoviário que passará pela localidade, com sua logística, a demanda de mão de Obra local e geração de emprego e possibilidade de renda para a população local póde mudar perfil do local e uma grande movimento e mudança sociológica já começa a criar um perfil local trazendo influencias e ventos de mudanças.

Paulo Escriba
publicado por pauloescriba às 16:49
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Terça-feira, 7 de Abril de 2009

História do Amapá - Parte II

Nesta Terra Tudo o que se planta, dá...
( Pero Vaz de Caminha )
Bairro Amapá- Via Satélite
Em 1500, quando Pedro Álvares Cabral, digamos assim, descobriu o Brasil, pois no decorrer do tempo já não podemos mais aceitar passivos a história oficial desta terra do sul das Américas Chamada Brasil ter sido por acaso descobertas pelos portugueses, temos que supor que a terra de Santa Cruz como era chamada antes o solo de nossa pátria, fora um trunfo dos lusitanos guardados na mangas, pois com a concorrência internacional dos países da Europa na Era Moderna que lançavam suas caravelas ao mar rumo à novos mercados e fontes de tesouros, Portugal teve que usar de estratégia para não perder a concorrência com seus produtos que não só era decorrentes de terras africanas, das Índias Oriental e de Macau na China.
A terra do pau-brasil, cujo o produto fez batizar o nome do país, era a bola da vez e seria a próxima a ser explorada para dar continuidade a política mercantilista de Portugal frente a outros países com a Inglaterra, a França, os reinos fragmentados da península itálica e os germanos.
Com isso tenho que me convencer de que Cabral fora apenas um fantoche português para revelar à História a terra que em algum momento já havia sido visitada antes. O Brasil não fora descoberto, mas simplesmente fora jogado debaixo do tapete depois da visita em algum tempo remoto dos portugueses e que a história nos nega. E agora era a hora de revelar a potencialidade e os segredos e riquezas que esta terra poderia oferecer ao mundo, mas administrado por Portugal.
Rapidamente o rei Dom Manuel mandou suas caravelas, comandadas por Cabral para tomar a posse da terra, o que chegou até nós através da História Oficial contato nas escolas na Disciplina de História do Brasil como "Descobrimento" é muito mais do que isso. Trouxe ainda a Igreja Católica de bagagem que veio marcar seu território espiritual na terra, o que nos é retratado pelo majestoso quadro de Vitor Meireles de Primeira Missa realizada no litoral da Baía.
Começa aí então a exploração de nosso litoral com a extração de nossas matas do famoso pau-brasil, uma árvore considerada nobre na Europa e que o sumo de seu tronco,vermelho servia de tingimento dos tecidos da nobreza européia. Mas antes mesmo do jargão que ficou na história ser inventado ("branca prá casar, mulata amasiar e negro prá trabalhar"), os lusitanos ainda quiseram fazer os verdadeiros donos e nativos desta terra de escravos e peças de jogo de seus interesses e isso era quase que impossível, pois os índios de nossa terra já eram verdadeiramente livres tendo o privilégio de ter uma terra abundante onde tinha de quase tudo, além da terra em si ser fértil para qualquer tipo de produção agricultável.
Montanha, águas de cachoeiras e mar, além da exuberância e as farturas da Mata Atlântica foram o que os portugueses encontraram por aqui e seus habitantes muito diferentes do os que os espanhóis encontraram nas terras do outro lado do tratado das Tordesilhas onde seus habitantes peruanos, os Incas e os Maias tinham uma vida mais dura devido as altitudes de suas terras, o frio intenso e as dificuldades dos quase intransponíveis das Cordilheiras do Andes.
Mas por aqui deste lado dessas terras tropicais há registros históricos, se não românticos, dos Índios Tupinambás sub-conglomerado da nação Tupy, estarem sempre caçando e navegando com suas canoas primitivas as margens do Rio Iguaçu. E essas tribos eram abundantes nestas partes das terras de Duque de Caxias, e quando houve o confronto dos portugueses com os franceses que também invadiram a terra anos depois afim de fundar a França Antártida sob o comando de Villegagnon, os franceses se embrearam litoral à dentro de nossa baixada, se infiltraram no meio de nossa gente primitiva afim de conquistar a amizade e a confiança deles contra os lusitanos. Talvez quem sabe compartilharam das Ocas e habitações dos índios e pescaram com eles ás margens de seus rios como o nosso histórico e jurássico Iguaçu que corta bem o nosso bairro Amapá.
Suas águas claras e límpidas e seu fundo caudaloso favorecia a pesca e a navegação e a nossa história ainda registra que em tempos mais tarde as embarcações saíam da Baía de Guanabara vindo da Corte para receber os tropeiros que vinha de Minas pela Serra de Tinguá, um dos Caminhos do Ouro da Província e carregar no Porto da Vila Iguassú, (Hoje Iguaçu Velho) os metais preciosos que vinham de Minas.
E por vezes a nobreza carioca convidado pelo então Coronel Bernardino de Melo vinham nas embarcações pelo rio para desembarcar naquele porto extinto e histórico de Iguassú para depois fazer baldeação numa carruagem que seguia pela hoje estrada federal (RJ-Zumbí dos Palmares) para levar os nobres daquela época para os sarais na fazenda São Bernardino, que hoje não passa de um solar abandonado e em ruínas com histórias de assombração e de escravos fantasmas que uiva no lugar fazendo ouvir suas correntes da senzala em ruína que ainda existe no lugar. E esse movimento local era tudo assistido pelos Tupinambás que margeavam o Rio em busca de água para suas agriculturas e também a pesca que era a atividade principal dos indígenas à beira do rio.
As margens do Rio Iguaçu, cuja grafia se lia Iguassú antigamente,com todo esse movimento da era colonial que com certeza as terras do bairro Amapá está na rota é testemunha de tudo isso. Hoje, quando cruzamos a estreita ponte construída nos anos 70, dentro do ônibus na única linha que leva ao centro do Município de Duque de Caxias e a outra que leva à Central do Brasil e que fora uma conquista recente da população local desde 2004, fico olhando para as águas poluídas do velho Iguaçu assoreado, eu começo a imaginar a paisagem e o movimento singratório das águas deste rio tanto pelo nativos com suas canoas e os conquistadores portugueses.
Este Bairro que é chamado oficialmente Parque Barão do Amapá, a que me dedico a contar sua história tenho muito que contar de sua Saga e que por hora ponho aqui a minha investigação histórica, à época dos anos 80 quando começou a especulação imobiliária na localidade até os dias atuais em que às veias sendo então abertas do trecho do Arco Rodoviário do Estado do Rio de Janeiro que passará seu trecho na localidade e que começa a se especular o desenvolvimento da região com a passagem e as Obras desta rodovia fruto de um projeto ambicioso que passará pelo local.
É a hora e a vez do Bairro Amapá se desenvolver como nunca antes.

Paulo Escriba


publicado por pauloescriba às 18:10
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Quarta-feira, 25 de Março de 2009

História do Amapá-Parte I

DEVIDO À ERROS TÉCNICOS A PRIMEIRA EDIÇÃO DESTA SÉRIE DESTA POSTAGEM FOI INTERROMPIDA. TÃO LOGO ELA SERÁ REEDITADA.
publicado por pauloescriba às 06:05
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